PRESIDENTE DO PARAGUAI COMPARA ABERTURA DA PONTE DA INTEGRAÇÃO À REABERTURA DO ESTREITO DE ORMUZ
Santiago Peña afirmou que liberar o funcionamento da nova ligação entre Brasil e Paraguai exigiu esforço maior do que reabrir uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo; estrutura operacional ainda limita o uso da travessia.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, utilizou uma comparação de forte impacto durante a Cúpula do Mercosul, realizada nesta quarta-feira (1º), em Assunção, ao afirmar que colocar em funcionamento a Ponte da Integração Brasil–Paraguai exigiu um esforço ainda maior do que a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo considerado um dos mais estratégicos do planeta.
A declaração foi feita durante seu discurso no encontro que reuniu os chefes de Estado dos países integrantes do Mercosul. Segundo Peña, superar os obstáculos para iniciar a operação da nova ponte representou um desafio de grandes proporções.
“Habilitamos a Ponte da Integração, que une o Paraguai com o Brasil e hoje é uma linda realidade. Uma realidade que custou muito, que foi difícil. Acredito que sua abertura foi ainda mais difícil que abrir o Estreito de Ormuz, um esforço realmente enorme que hoje comemoramos”, declarou o presidente paraguaio.
A Ponte da Integração liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Presidente Franco, no Paraguai. O projeto permaneceu por mais de três décadas em fase de planejamento até que as obras fossem efetivamente executadas. Após o início da construção, a estrutura foi concluída em prazo considerado recorde.
Apesar da conclusão da obra, a utilização plena da ponte ainda não foi implementada. A limitação decorre da necessidade de ampliação da estrutura aduaneira, reforço de equipes de fiscalização e disponibilização de equipamentos indispensáveis ao controle migratório, alfandegário e sanitário.
Atualmente, a travessia está autorizada apenas para caminhões vazios e ônibus de turismo que realizam deslocamentos diretos, sem embarque ou desembarque de passageiros em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco ou Puerto Iguazú, sempre em horários específicos durante o período noturno.
O cronograma operacional prevê uma nova etapa a partir de agosto, quando também deverão ser autorizados a utilizar a ponte os ônibus do transporte fronteiriço e caminhões de menor porte, igualmente vazios no retorno do Paraguai.
A expectativa dos governos brasileiro e paraguaio é que, com a ampliação gradual das operações, a Ponte da Integração contribua para desafogar o intenso fluxo atualmente concentrado na Ponte Internacional da Amizade, aumentando a eficiência logística, fortalecendo o comércio bilateral e impulsionando a integração regional.
(Da Redação do IGU News)




