Pesquisa mostra que rejeição ao PT fortalece Flávio Bolsonaro na reta final da disputa e transforma eventual segundo turno em cenário de empate técnico.
A mais recente pesquisa Nexus/BTG Pactual indica que o cenário para as eleições presidenciais de 2026 permanece altamente competitivo e aponta que o chamado antipetismo continua sendo um dos principais fatores capazes de influenciar um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No levantamento estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%, mantendo uma vantagem de oito pontos percentuais.
Entretanto, quando o cenário é projetado para um eventual segundo turno, a diferença diminui significativamente. Lula alcança 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico.
Segundo a pesquisa, parte importante desse movimento decorre da elevada rejeição ao Partido dos Trabalhadores. Entre os eleitores que afirmam votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, 31% declaram que sua principal motivação é impedir a reeleição de Lula. No sentido inverso, apenas 16% dos eleitores do presidente afirmam votar nele principalmente para derrotar o candidato do PL.
O levantamento também mostra que Flávio Bolsonaro tende a concentrar os votos de eleitores identificados com outros nomes do campo de centro-direita e da direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), fator que contribui para reduzir a vantagem petista na etapa decisiva da disputa.
A pesquisa revela ainda que a diferença entre os dois candidatos caiu em relação ao levantamento anterior, realizado na primeira quinzena de junho, quando Lula aparecia seis pontos percentuais à frente do senador. A redução da distância ocorreu após mudanças no ambiente político nacional e o arrefecimento dos efeitos eleitorais provocados pelas recentes investigações envolvendo aliados de Flávio Bolsonaro.
Analistas avaliam que o cenário permanece aberto e que fatores como rejeição, comparecimento às urnas, alianças partidárias, desempenho econômico e o andamento das investigações de maior repercussão poderão exercer influência decisiva sobre a eleição presidencial.
A pesquisa Nexus/BTG entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, possui 95% de nível de confiança, margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08521/2026.
(Da Redação do IGU News)




