ATLASINTEL/BLOOMBERG: DESAPROVAÇÃO DE LULA ATINGE 52,3% E SUPERA APROVAÇÃO DE 46,2%
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) aponta avaliação negativa majoritária do presidente e de seu governo. Apesar disso, comparação com levantamento anterior mostra recuo da desaprovação e crescimento da aprovação às vésperas do segundo turno presidencial.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, revela que 52,3% dos entrevistados desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46,2% aprovam sua atuação à frente do governo federal. Outros 1,5% não souberam responder.
O levantamento, realizado entre 13 e 18 de outubro, ouviu 4.998 pessoas e apresenta margem de erro declarada de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os resultados foram divulgados pela CNN Brasil e confirmados em publicações de outros veículos nacionais.
O resultado ganha relevância por ter sido divulgado a seis dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula disputará a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Embora apresente um quadro de desaprovação majoritária, a pesquisa também registra uma oscilação favorável ao presidente em comparação com a rodada anterior do próprio instituto.
AVALIAÇÃO NEGATIVA DO GOVERNO CHEGA A 50,6%
Além de perguntar sobre a aprovação pessoal do presidente, a AtlasIntel/Bloomberg investigou como os entrevistados avaliam a administração federal.
Nesse segundo indicador, 50,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo, enquanto 40,7% consideraram a gestão ótima ou boa. Outros 8,6% avaliaram a administração como regular.
A diferença entre avaliações negativas e positivas alcança 9,9 pontos percentuais. A soma dos percentuais divulgados resulta em 99,9%, diferença compatível com arredondamentos estatísticos.
Os dois indicadores medem aspectos relacionados, mas não idênticos: a aprovação do desempenho pessoal do presidente e a classificação geral de sua administração. Por isso, seus percentuais não devem ser confundidos.
A comparação com o levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado em 9 de outubro mostra uma mudança nos indicadores de avaliação presidencial.
Na pesquisa anterior, 53,4% desaprovavam o desempenho de Lula e 44,7% aprovavam. Na nova rodada, a desaprovação passou para 52,3%, enquanto a aprovação alcançou 46,2%.
Isso representa uma redução de 1,1 ponto percentual na desaprovação e um aumento de 1,5 ponto percentual na aprovação.
A avaliação geral do governo também apresentou oscilação favorável ao presidente. O percentual dos que classificavam a administração como ótima ou boa passou de 36,9% para 40,7%, avanço de 3,8 pontos percentuais.
Já a avaliação ruim ou péssima passou de 51,9% para 50,6%, redução de 1,3 ponto percentual.
As variações demonstram uma mudança numérica entre as duas rodadas, sem permitir, isoladamente, afirmar que todas sejam estatisticamente significativas ou representem uma tendência consolidada.
A divulgação dos indicadores ocorre em um momento especialmente relevante do calendário político brasileiro.
Lula busca a reeleição em uma disputa presidencial que chegou ao segundo turno após a votação de 4 de outubro.
Nesse contexto, a avaliação da administração federal constitui um dos elementos importantes para compreender o ambiente político em que ocorre a campanha.
Os números indicam que uma parcela majoritária dos entrevistados mantém avaliação desfavorável ao desempenho presidencial, embora a desaprovação tenha recuado em relação à medição anterior.
A coexistência desses dois movimentos exige cautela na interpretação: o presidente permanece com desaprovação superior à aprovação, mas apresenta recuperação numérica em indicadores relevantes.
DESAPROVAÇÃO NÃO SIGNIFICA TRANSFERÊNCIA AUTOMÁTICA DE VOTOS
Do ponto de vista da análise eleitoral, é necessário distinguir a avaliação do governo da intenção de voto.
Um entrevistado pode desaprovar aspectos da administração federal e, ainda assim, optar pela reeleição do presidente. Da mesma forma, a aprovação de determinadas políticas públicas não significa necessariamente apoio eleitoral à candidatura governista.
Por essa razão, os 52,3% de desaprovação não podem ser interpretados como percentual de votos destinados ao adversário de Lula, Flávio Bolsonaro.
A definição do segundo turno dependerá do comportamento efetivo do eleitorado, inclusive de fatores como comparecimento, abstenção, indecisão e mobilização das campanhas.
A pesquisa registra a avaliação dos entrevistados no período da coleta, não constituindo uma previsão do resultado das urnas.
METODOLOGIA, MARGEM DE ERRO E REGISTRO NO TSE
O levantamento foi realizado pelo instituto AtlasIntel e divulgado em parceria com a Bloomberg.
Foram realizadas 4.998 entrevistas entre os dias 13 e 18 de outubro de 2026, utilizando a metodologia de recrutamento digital aleatório, denominada Atlas RDR.
A margem de erro informada é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi apresentada pelos veículos responsáveis por sua divulgação como registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02418/2026.
A nova pesquisa apresenta um cenário de avaliação presidencial predominantemente negativa, mas também evidencia uma recuperação numérica em relação à rodada anterior.
O principal dado é que a desaprovação de Lula permanece acima de 50%, enquanto sua aprovação está em 46,2%, segundo a AtlasIntel/Bloomberg.
Ao mesmo tempo, o crescimento da avaliação positiva indica que o ambiente político não permaneceu estático desde a primeira pesquisa realizada após o turno inicial das eleições.
O comportamento desses indicadores nas próximas medições poderá oferecer elementos adicionais sobre a percepção pública da administração federal.
Até a votação de 25 de outubro, entretanto, qualquer conclusão sobre a capacidade desses índices de influenciar o resultado presidencial dependerá de outras informações, especialmente de pesquisas específicas de intenção de voto e do comportamento efetivo dos eleitores.
NOTA EDITORIAL — IGU NEWS
Esta reportagem tem caráter informativo e foi elaborada a partir de dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 19 de outubro de 2026, com conferência das informações publicadas por outros veículos nacionais.
O IGU News não realizou, contratou ou encomendou o levantamento. Os percentuais divulgados são atribuídos exclusivamente ao instituto responsável. As considerações analíticas não constituem pesquisa de intenção de voto, enquete, sondagem própria ou previsão do resultado eleitoral.
(Da Redação do IGU News)




