
1João 5.21 — “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.”
É a última frase de uma carta inteira sobre o amor de Deus. Depois de capítulos falando de comunhão, de graça, de vida eterna, João encerra com um alerta simples e urgente: cuidado com os ídolos.
Num primeiro momento, parece fora de lugar. Que ídolos? Estamos no século XXI. Não temos estátuas de pedra em casa.
Mas João não estava falando apenas de estátuas. Estava falando de qualquer coisa que ocupa o lugar que só Deus deveria ter — qualquer objeto de devoção suprema, qualquer fonte de identidade e segurança que não seja o próprio Deus.
A Copa do Mundo revela nossos ídolos com uma clareza assustadora. Quando um país inteiro para, quando o humor nacional depende do resultado de um jogo, quando pessoas entram em depressão após uma eliminação — algo mais do que esporte está acontecendo. O futebol se tornou um sistema de significado, uma religião civil com seus rituais, seus santos (Messi, Mbappé) e seus templos (os estádios).
Isso não significa que torcer é pecado. Significa que precisamos ser honestos sobre o que estamos buscando no futebol que só Deus pode dar. Segurança? Pertencimento? Propósito? Esperança? Essas são necessidades legítimas — mas colocá-las sobre os ombros de um jogador de futebol é pedir que ele carregue um peso que nenhum ser humano consegue suportar.
Os ídolos sempre decepcionam. Não porque sejam necessariamente ruins, mas porque foram criados para ser apreciados, não adorados. Messi é extraordinário. Mas ele não morreu por você.
🙏 É possível apreciar coisas boas e, ainda assim, deixar que elas ocupem um espaço que pertence somente a Deus. A aula Santificação, do curso Eu creio, e agora?, nos ajuda a entender como o cristão é chamado a abandonar aquilo que compete com Deus e a crescer em uma vida cada vez mais dedicada a Ele.



