Levantamento mostra elevada preocupação da população com o avanço do crime organizado e seus impactos na segurança pública.
A maioria dos brasileiros apoia a classificação das maiores facções criminosas do país como organizações terroristas. É o que aponta pesquisa Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de junho de 2026, revelando que 59% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com essa definição para grupos ligados ao crime organizado que atuam em diversas regiões do Brasil.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Os dados demonstram que a segurança pública permanece entre os temas de maior preocupação da população. O crescimento das organizações criminosas, a expansão de suas atividades e a influência exercida em determinadas regiões do país têm ampliado o debate sobre novas estratégias de enfrentamento ao crime organizado.
Outro dado relevante identificado pelo estudo mostra que 83% dos brasileiros afirmam ter conhecimento sobre a classificação atribuída às principais facções criminosas. Além disso, 72% dos entrevistados consideram-se bem informados ou razoavelmente informados sobre o assunto, indicando elevado grau de atenção da sociedade ao tema.
A pesquisa surge em um contexto marcado pelo aumento das discussões sobre segurança pública. Levantamentos recentes apontam que uma parcela significativa da população percebe a presença ou influência do crime organizado em seu cotidiano, realidade que tem contribuído para ampliar a demanda por medidas mais rigorosas de combate às organizações criminosas.
Especialistas destacam que o apoio à classificação das facções como organizações terroristas está relacionado à preocupação da população com a violência, o tráfico de drogas, a atuação de grupos criminosos e os reflexos dessas atividades na vida econômica e social do país. O tema deverá continuar ocupando espaço relevante no debate público diante dos desafios enfrentados pelas autoridades de segurança em diferentes estados brasileiros.
(Da Redação do IGU News)




