MENDONÇA REBATE MORAES E PEDE ARQUIVAMENTO DE ACUSAÇÕES E APURAÇÃO DE SUPOSTOS ABUSOS
Em resposta encaminhada a Fachin, ministro questiona relatórios da PF, nega irregularidades nos casos Master e INSS e pede investigação sobre a atuação de Moraes.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu o arquivamento sumário da representação apresentada por Alexandre de Moraes contra ele e a apuração de possíveis crimes atribuídos ao colega.
Moraes havia atribuído ao colega improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Na resposta, Mendonça contesta interferência em provas, atuação irregular em delações e direcionamento de investigações.
Segundo a Coluna do Estadão, a resposta foi protocolada na noite de segunda-feira (21/9/2026) e encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento rebate acusações sobre a condução das investigações do Banco Master e do INSS.
RELATÓRIOS E PEDIDOS
Mendonça sustenta que Moraes utilizou métodos ilegais e relatórios da Polícia Federal que classifica como apócrifos e sem valor probatório. Pediu apuração de possíveis crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa.
O ministro também solicitou acesso integral ao Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, e investigação sobre a origem e a autoria dos relatórios usados para fundamentar as acusações.
Além disso, requereu o reconhecimento da ilicitude dos documentos e a proibição de novos relatórios voltados a fiscalizar atos de ministros do Supremo.
DADOS DO CELULAR E DELAÇÕES
Sobre o material extraído do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, Mendonça negou vazamentos e violação da cadeia de custódia, conjunto de procedimentos destinado a preservar a integridade das provas.
Segundo sua versão, o HD encaminhado ao gabinete permaneceu com o lacre original da PF intacto. O ministro afirmou ainda que a prova principal continuou sob guarda da corporação, argumento com o qual rebate suspeitas de manipulação.
Nas operações Sem Desconto e Compliance Zero, Mendonça negou participação nas negociações de colaboração premiada. Sustentou que a delação é um direito de defesa do investigado e rejeitou a acusação de interferência nas tratativas.
ALVOS DAS INVESTIGAÇÕES
Mendonça também negou ter direcionado apurações contra Moraes ou o senador Davi Alcolumbre. Afirmou que as referências aos dois surgiram em relatórios da própria PF e que seus despachos tiveram a finalidade de organizar os procedimentos.
Outro ponto da resposta é a alegação de que a PF monitorou aspectos de sua vida pessoal, política e religiosa, além da atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou a prática como “arapongagem institucional”.
Na avaliação de Mendonça, disputas internas e problemas de gestão da corporação foram utilizados para tentar constranger sua atuação no STF. A manifestação pede que as circunstâncias de produção dos documentos sejam esclarecidas.
PRÓXIMOS PASSOS
O relato divulgado nesta terça-feira (22) não informa decisão sobre os novos pedidos. A manifestação solicita tanto o encerramento das acusações contra Mendonça quanto apurações sobre Moraes e a produção dos relatórios da PF.
(Da Redação do IGU News)




