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SENADORA PARAGUAIA AMPLIA POLÊMICA, FAZ NOVAS DECLARAÇÕES CONTRA MBAPPÉ E AMEAÇA AÇÃO JUDICIAL

Após ser alvo de forte reação internacional por declarações consideradas racistas, parlamentar paraguaia endurece o discurso, cobra retratação do atacante francês e volta a provocar repercussão diplomática e esportiva.

A crise provocada pelas declarações da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante francês Kylian Mbappé ganhou um novo capítulo. Dias após publicar mensagens amplamente classificadas como racistas nas redes sociais, a parlamentar voltou a se pronunciar publicamente, desta vez exigindo um pedido de desculpas do jogador e afirmando que poderá recorrer à Justiça caso não seja atendida.

Em entrevista à imprensa, a senadora afirmou que as críticas feitas por Mbappé contra sua conduta configurariam violência política e violência de gênero. Ela também declarou que o atacante deveria “tomar cuidado com os paraguaios”, fazendo referência ao episódio em que o ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho foi preso preventivamente no Paraguai em 2020 por uso de documentos falsificados.

Somente neste momento da cronologia dos fatos torna-se conhecido que toda a controvérsia teve início após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Logo após a eliminação paraguaia, Celeste Amarilla publicou mensagens nas redes sociais com ataques dirigidos à origem familiar, à aparência e à identidade nacional de Mbappé, declarações que provocaram ampla condenação internacional.

Em resposta, o capitão da seleção francesa classificou a parlamentar como “uma mulher desprezível e indigna de seu cargo”, afirmando que ela não representava o povo paraguaio e que seu comportamento acabava apagando o mérito esportivo demonstrado pela seleção do país durante a competição. A manifestação recebeu apoio de autoridades francesas e da Federação Francesa de Futebol (FFF).

A FFF anunciou a adoção de medidas judiciais contra as declarações da senadora, classificando os comentários como racistas, criminosos e incompatíveis com os valores do esporte. O governo francês também repudiou oficialmente as manifestações, reafirmando o compromisso do país com o combate à discriminação racial e a qualquer forma de discurso de ódio.

Mesmo diante da repercussão negativa, Celeste Amarilla afirmou que suas declarações refletiriam comportamentos considerados comuns em sua geração e passou a sustentar que estaria sendo vítima de uma campanha internacional coordenada contra sua imagem. Além disso, reiterou que poderá ajuizar medidas legais contra Mbappé, alegando que as críticas do atleta atingiram sua condição de mulher e representante eleita.

O episódio continua produzindo efeitos políticos e diplomáticos tanto no Paraguai quanto na França. Enquanto setores do governo paraguaio procuram desvincular a posição oficial do país das declarações da parlamentar, cresce a pressão internacional para que manifestações discriminatórias sejam responsabilizadas dentro dos marcos legais e esportivos.

A controvérsia permanece repercutindo durante a Copa do Mundo de 2026 e amplia o debate sobre responsabilidade de agentes públicos, combate ao racismo e limites da liberdade de expressão quando manifestações públicas atingem atletas em razão de sua origem ou identidade.

(Da Redação do IGU News)

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