Por Danilo Griz.
O CALDEIRÃO DA SECRETARIA DE SAÚDE CONTINUA BORBULHANDO — E AGORA COM INGREDIENTES NOVOS QUE DEIXAM O CHEIRO DE COISA ERRADA IMPOSSÍVEL DE IGNORAR
Depois do pagamento indenizatório de mais de R$ 600 mil a um laboratório contratado emergencialmente por míseros R$ 49 mil, novas informações mostram que a rede de relações e interesses é muito mais profunda e bem amarrada do que parecia.
A bomba da vez: o vice-prefeito — que também é ordenador de despesas da saúde — até pouco tempo atrás era sócio no papel da empresa local onde são feitos exames de ultrassonografia pagos pela Prefeitura. O contrato, no entanto, não está no nome da sua empresa, mas sim em outra, pertencente ao seu então sócio. Coincidência? Pouco provável.
E não para por aí. Após as primeiras denúncias virem à tona, recebemos a informação que o próprio vice riu e disse: “legalmente eu nem sou mais sócio” e então descobrimos que seu nome não figura mais no quadro societário da empresa.
No lugar, quem aparece como novo sócio é o médico Wellington Mentz, membro de uma família que vendeu uma farmácia para o filho do vice. Lembram??
Isso não é enredo de novela, é vida real no coração do poder municipal.
A antiga “Policlínica Kairos” virou “Maroja e Matias” e agora atende pelo nome “Mentz e Maroja”. Curiosamente, o novo sócio, Dr. Mentz, é filho de Adarlete, ex-diretora administrativa da saúde, nomeada pelo vice e exonerada pelo prefeito. Adarlete pediu exoneração logo depois que o caldo engrossou. Coincidência número dois?
Para apimentar o escândalo, há relatos de que o Dr. Mentz já prestava serviços para a Prefeitura sem contrato formal, enquanto sua mãe — na época — era a gestora responsável pelos contratos da pasta. Ou seja: ele atuava/atua como prestador de serviço, sem vínculo formalizado, dentro da própria secretaria onde sua mãe tinha poder de decisão.
O princípio da impessoalidade? Jogado no lixo. O da moralidade? Já foi enterrado há tempos.
Quem deveria zelar pelo dinheiro público parece ter transformado a Secretaria de Saúde num balcão de negócios, onde sócios se trocam, contratos se adaptam e as peças do tabuleiro se movimentam para manter tudo aparentemente “legal” — mas só na superfície.
Perguntas que não querem calar:
→ Quem autoriza os pagamentos?
→ Quem realmente recebe?
→ Quem lucra com esse esquema?
A população cobra respostas, mas até agora os órgãos de controle seguem mudos, assistindo de camarote a transformação da saúde pública em um palco de favorecimento, confusão societária e contratos questionáveis.
A cada nova revelação, fica mais claro que o problema não é só falta de planejamento — é excesso de proximidade entre o público e o privado e o atendimento a interesses pessoais.

(*Danilo Griz possui um Blog sobre os bastidores da política em Santa Terezinha de Itaipu – https://danilogriz.blogspot.com/ . Contatos com ele podem ser feitos pelo e-mail danilogriz58@gmail.com, ou pelo Intagram @danilo.griz.)






