Manchete 4 Paraná Pop

SALÁRIOS ATRASADOS NO SAMU EXPÕEM FRAGILIDADE DA TERCEIRIZAÇÃO E RISCO AO SERVIÇO ESSENCIAL EM FOZ

Confira essa e outras informações na Coluna PARANÁ POP de hoje.

O atraso no pagamento dos salários de julho aos 36 condutores de ambulância do Samu de Foz do Iguaçu, causado pela empresa terceirizada A M ABS, sediada em Maceió, é mais que um problema trabalhista — é um retrato preocupante da dependência de serviços públicos vitais de empresas privadas que, mesmo recebendo em dia da prefeitura, deixam trabalhadores sem remuneração.

Enquanto a terceirizada alega bloqueio de contas, motoristas seguem sem salário, acumulando contas e insegurança. O sindicato já sinaliza acionar o Ministério Público do Trabalho e não descarta paralisação, o que pode comprometer o atendimento emergencial à população.

A prefeitura afirma que antecipou repasses, mas admite que houve “problema operacional” na conta indicada pela empresa. Em outras palavras, o dinheiro público foi transferido, mas não chegou aos trabalhadores, evidenciando falhas de gestão e fiscalização.

Em um serviço que salva vidas, atrasos salariais não são apenas descaso com o trabalhador, mas um risco direto para quem depende do Samu. Terceirizar não pode significar terceirizar também a responsabilidade.


PREFEITURA DE FOZ DO IGUAÇU NÃO APRESENTA PLANO PARA REDUZIR FILA EM CRECHES

Foz do Iguaçu registra 1.247 crianças na fila de espera por vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), segundo dados do Portal da Transparência. O atual governo ainda não criou novas vagas e, até o momento, não apresentou plano para reduzir o déficit.

A lista inclui crianças nascidas a partir de 2021, cadastradas entre 2024 e 2025. A região com maior carência é o Porto Meira, que, somando os bairros Ouro VerdeProfilurb e Morenitas, concentra 232 crianças à espera de atendimento. Em segundo lugar estão os bairros Morumbi I e II, com 181 crianças na fila. Áreas como Porto Belo e outras de grande expansão imobiliária também figuram entre as mais carentes de investimentos na educação infantil.

O déficit de vagas em creches — hoje chamadas CMEIs — é histórico no município e já chegou a quase 7 mil crianças. Nos dois mandatos anteriores, a gestão do ex-prefeito Chico Brasileiro construiu 13 unidades, sendo a mais recente o CMEI Dona Brida, entregue em dezembro de 2024, com capacidade para 200 crianças.

A falta de vagas já motivou ações do Ministério Público e de famílias na Justiça para garantir o direito à educação infantil. Sem atendimento, muitas mães e responsáveis ficam impedidos de ingressar no mercado de trabalho, o que afeta diretamente a renda familiar.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Foz do Iguaçu não respondeu aos questionamentos sobre o plano de ação para mitigar o déficit.

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