Para a escolha do novo relator, participaram do sorteio todos os ministros, menos Dias Toffoli, antigo responsável, e Edson Fachin, presidente da Corte.
O ministro André Mendonça é o novo relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) após a saída de Dias Toffoli.
A distribuição do caso foi enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, após uma reunião entre os dez magistrados nesta quinta-feira (12).
Participaram do sorteio todos os ministros, menos Toffoli e Fachin.
Ele recebeu apoio dos pares, que citaram não caber suspeição no caso do então relator, como solicitado pela PF (Polícia Federal). Eles ainda dizem reconhecer “a plena validade dos atos praticados” por Toffoli dentro da ação.
“Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, prosseguem.
Por que Toffoli deixou a relatoria do caso Master?
Isso acontece após a PF entregar a Fachin o relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens periciadas trazem menções a supostos pagamentos direcionados a Toffoli. Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 20 milhões à empresa do ministro.
O conteúdo do aparelho contém uma “tempestade” de citações a políticos desde 2022, volume comparado por investigadores ao material revelado nas delações de executivos da Odebrecht durante a Operação Lava Jato.
A PF investiga se a transferência de recursos a Toffoli partiu da empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.
A condução do caso pelo ministro tem levantado suspeitas desde que ele recebeu a relatoria. Logo após assumir o comando da investigação pelo Supremo, Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.
A condução do caso pelo ministro tem levantado suspeitas desde que ele recebeu a relatoria. Logo após assumir o comando da investigação pelo Supremo, Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.
Já em 2026, Toffoli determinou que o material apreendido pela PF na operação que investiga as supostas fraudes do Master fosse lacrado e enviado diretamente para a sede do Supremo.
Posteriormente, Toffoli recuou e autorizou o acesso aos documentos à PF, mas designou agentes por conta própria para acompanhar a perícia do material apreendido.




