Para responder às perguntas de nossa manchete, foi idealizada uma série diária de nove reportagens que analisa, com dados e projeções, se Foz do Iguaçu está preparada para converter crescimento turístico em riqueza estruturada, tomando Gramado como parâmetro por seu modelo consolidado de gestão, calendário permanente de eventos e alta capacidade de monetização do visitante.
A série identifica oportunidades, riscos e impactos no mercado imobiliário e na economia local — tema estratégico não apenas para investidores, mas para todos os iguaçuenses e seus governantes, pois envolve emprego, renda, planejamento urbano e o futuro da cidade.

ISTO NÃO É APENAS SOBRE TURISMO. É SOBRE CAPITAL.
Por José Reis*
Foz do Iguaçu e Gramado não disputam apenas visitantes. Disputam a capacidade de transformar fluxo turístico em riqueza estruturada. Enquanto o debate público se concentra em números absolutos de turistas, a discussão estratégica envolve outra pergunta: Qual cidade está melhor posicionada para converter turismo em patrimônio até 2030?
Esse é o Primeiro Capítulo de uma série especialmente idealizada para
PASSADO: O CICLO 2019–2025
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- 2019 marcou o auge pré-pandemia.
- 2020 representou o colapso global do setor.
- 2021 foi o período de transição.
- De 2022 a 2024 houve retomada consistente.
- 2025 consolida novo patamar.
Esse ciclo revela algo fundamental: O turismo é resiliente, mas cíclico. E ciclos criam oportunidades.
EVOLUÇÃO DO FLUXO DE VISITANTES (2019–2025)

Estimativa com base em dados públicos municipais, observatórios de turismo e relatórios setoriais.
A leitura é clara:
• Ambas as cidades se recuperaram.
• Gramado retomou crescimento acelerado.
• Foz estabiliza em patamar estratégico.
Mas a pergunta central permanece:
Quem captura melhor o valor gerado?
PRESENTE: O QUE ESTÁ EM JOGO
Projeções indicam que Foz pode atingir entre 7 e 8 milhões de visitantes até 2030, considerando:
• Turismo internacional
• Eventos e negócios
• Turismo religioso
• Compras na Tríplice Fronteira
• Jogos e entretenimento regional
Mas volume não é a variável decisiva. Impacto econômico é!
FUTURO: IMPACTO ECONÔMICO PROJETADO PARA 2030
O turismo pode movimentar bilhões de reais por ano até o fim da década.
Esse impacto se distribui entre:
• Hotelaria
• Comércio
• Serviços
• Construção civil
• Mercado imobiliário
IMPACTO ECONÔMICO PROJETADO DO TURISMO EM 2030
Projeção ilustrativa considerando cenário base e cenário acelerado.
Crescimento econômico não se distribui automaticamente.
Ele beneficia quem antecipa o movimento estrutural.
O CONCEITO CENTRAL: ROI
ROI significa Return on Investment (Retorno sobre o Investimento).
Em termos simples:
É quanto o capital investido hoje pode se transformar ao longo do tempo.
Enquanto o turismo mede visitantes,
o investidor mede retorno.
SIMULAÇÃO PATRIMONIAL (VALORIZAÇÃO ESTIMADA DE 5% AO ANO)
Premissas conservadoras:
• Imóvel compacto: R$ 280 mil
• Valorização estimada: 5% ao ano
• Locação estudantil média: R$ 2.200/mês
• Modelo híbrido (temporada + anual): R$ 65 mil/ano
GRÁFICO 3 — PROJEÇÃO COMPARATIVA 3–5–10 ANOS
Simulação ilustrativa com valorização estimada de 5% ao ano.
Modelo Estudantil
Projeção estimada:
3 anos → ~R$ 403 mil
5 anos → ~R$ 489 mil
10 anos → ~R$ 720 mil
Características:
• Receita previsível
• Menor volatilidade
• Base sustentada por demanda estudantil constante.
MODELO ESTUDANTIL
Projeção patrimonial com renda previsível.
Modelo Híbrido (Turismo + Estudantil)
Projeção estimada:
3 anos → ~R$ 519 mil
5 anos → ~R$ 682 mil
10 anos → ~R$ 1,106 milhão
Características:
• Maior potencial de crescimento
• Maior necessidade de gestão
• Sensibilidade a sazonalidade.
MODELO HÍBRIDO
Modelo com maior potencial de retorno e maior dinâmica operacional.
O DIFERENCIAL ESTRUTURAL DE FOZ
Foz possui uma característica rara no Brasil: Turismo internacional + mercado estudantil permanente.
Cursos de medicina no Paraguai geram:
• Demanda contínua por locação
• Presença familiar de longo prazo
• Redução estrutural de vacância
Poucos destinos turísticos operam com essa combinação. Isso reduz risco. E risco menor tende a melhorar estabilidade patrimonial.
ALERTA EDITORIAL E METODOLÓGICO
As projeções apresentadas são estimativas ilustrativas baseadas em premissas declaradas. Podem variar conforme:
• Condições macroeconômicas
• Política cambial
• Regulação local
• Oferta imobiliária
• Localização específica.
CONCLUSÃO
A disputa entre Foz e Gramado não é apenas turística. É econômica. Até 2030, o debate não será apenas sobre quem recebe mais visitantes. Será sobre quem transforma visitantes em patrimônio. E essa corrida já começou.




