Economista Fabio Kanczuk afirma que trajetória da dívida pública pode aumentar a volatilidade cambial e defende maior disciplina fiscal para preservar a confiança dos investidores.
O economista Fabio Kanczuk, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, afirmou que a situação fiscal brasileira representa um dos principais fatores de preocupação para os mercados financeiros e pode provocar maior pressão sobre o dólar nos próximos anos.
Em entrevista ao portal InfoMoney, Kanczuk avaliou que o crescimento da dívida pública, aliado à percepção de deterioração das contas públicas, poderá comprometer a confiança dos investidores caso não haja medidas de ajuste fiscal. Segundo ele, esse cenário poderia levar a uma maior procura pela moeda norte-americana, elevando a volatilidade cambial.
Na avaliação do economista, existem dois caminhos para conter o avanço da dívida: a adoção de medidas de contenção de gastos pelo governo ou uma reação do mercado financeiro, que tenderia a exigir juros mais elevados e reduzir o financiamento da dívida pública caso considere o quadro insustentável.
Kanczuk também comentou a atuação recente do Banco Central e afirmou que considera prioritário o compromisso com o controle da inflação. Para ele, expectativas inflacionárias desancoradas podem dificultar o trabalho da autoridade monetária e manter a taxa básica de juros em níveis elevados por um período mais longo.
Ao abordar o cenário eleitoral de 2026, o economista afirmou que o resultado da disputa presidencial poderá influenciar a percepção dos investidores e o comportamento dos mercados financeiros. Segundo ele, a definição do próximo governo será um dos principais fatores observados pelos agentes econômicos na composição de seus investimentos.
As declarações refletem a avaliação pessoal do economista e integram o debate sobre política fiscal, inflação e perspectivas macroeconômicas do Brasil. O comportamento do mercado dependerá de diversos fatores, incluindo decisões de política econômica, evolução das contas públicas, cenário internacional e expectativas dos investidores.
(Da Redação do IGU News)



