Manchete 1

IGU News Especial – CAPÍTULO 6: O TURISMO ESTÁ GERANDO RIQUEZA REAL PARA FOZ — OU APENAS MOVIMENTO?

Emprego, arrecadação e efeito multiplicador: o impacto econômico concreto do ciclo turístico até 2030.

 

Após analisar fluxo, capacidade, comparação com Gramado e conversão patrimonial, a Série Especial chega ao ponto decisivo: medir se o crescimento turístico está, de fato, gerando riqueza estrutural para Foz. O Capítulo 6 conecta os dados anteriores ao impacto real em emprego, arrecadação e capital urbano até 2030.

 

Por José Reis — Jornalista*

 

Crescer é diferente de enriquecer

Fluxo turístico gera movimento.
Mas movimento não é sinônimo de desenvolvimento estruturado.

A pergunta agora é mais profunda:

O ciclo de crescimento projetado até 2030 está criando riqueza permanente ou apenas atividade temporária?

Depois de analisar patrimônio e modelos imobiliários no Capítulo 5, este capítulo amplia o foco para a economia real.

O que significa impacto econômico?

Impacto econômico é a soma de:

• Empregos diretos
• Empregos indiretos
• Arrecadação tributária
• Renda circulante
• Investimento privado induzido

Turismo é um dos setores com maior efeito multiplicador urbano.

Mas esse efeito depende de como a cidade absorve o fluxo.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – PROJEÇÃO ATÉ 2030

Estimativas com base no crescimento projetado indicam:

• Expansão gradual de postos formais
• Aumento no setor de serviços
• Fortalecimento do comércio e hotelaria
• Crescimento indireto na construção civil

A cada aumento consistente no fluxo, há pressão por mão de obra.

O gráfico demonstra progressão moderada, não explosiva — sinal de crescimento estrutural, não especulativo.

ARRECADAÇÃO E IMPACTO TRIBUTÁRIO

O turismo influencia:

• ISS
• ICMS indireto
• IPTU via valorização imobiliária
• Taxas municipais

Com crescimento contínuo, a arrecadação tende a acompanhar a expansão da atividade econômica.

Não é apenas número de visitantes.
É base fiscal ampliada.

EFEITO MULTIPLICADOR

Cada real gasto por turista se distribui entre:

• Hospedagem
• Alimentação
• Transporte
• Comércio
• Serviços

Esse encadeamento amplia o impacto para além do setor turístico direto.

Quanto maior a permanência média, mostra o gráfico acima, maior o multiplicador!

O CONTRAPONTO

Crescimento turístico sem planejamento pode:

• Concentrar renda
• Pressionar infraestrutura
• Elevar custo urbano
• Criar dependência excessiva do setor

Desenvolvimento sustentável exige diversificação econômica.

Turismo é motor — mas não pode ser único eixo.


BOX ANALÍTICO — O QUE DEFINE RIQUEZA ESTRUTURAL?

Riqueza estrutural ocorre quando:

✔ O emprego cresce de forma estável
✔ A arrecadação se consolida
✔ O setor privado reinveste
✔ A cidade amplia infraestrutura

Movimento isolado não é desenvolvimento. Planejamento é!


INFOGRÁFICO-RESUMO — IMPACTO ECONÔMICO ATÉ 2030

Este infográfico consolida:

• Crescimento projetado
• Expansão fiscal
• Efeito indireto
• Sustentabilidade do ciclo

A QUESTÃO CENTRAL

O Capítulo 5 mostrou como o turismo pode virar patrimônio individual.

O Capítulo 6 pergunta:

Ele está virando riqueza coletiva?

Se emprego, arrecadação e reinvestimento crescerem juntos, o ciclo é estrutural.

Se apenas visitantes crescerem, o ciclo é superficial.

CONCLUSÃO ESTRATÉGICA

O turismo pode ser o principal vetor de transformação econômica de Foz até 2030.

Mas crescimento isolado não garante prosperidade duradoura.

Riqueza urbana depende de:

• Planejamento
• Diversificação
• Infraestrutura
• Governança

O ciclo está em curso.
A estrutura ainda está em construção.

O turismo está gerando riqueza real para Foz, mas de forma desigual e ainda em consolidação. Há avanço em empregos, arrecadação e dinamização urbana, porém a conversão em capital estruturado depende de planejamento, qualificação da oferta e gestão estratégica. Movimento existe; riqueza duradoura exige decisão!


Nota metodológica – Projeções baseadas em tendências de crescimento turístico, multiplicadores econômicos usuais em cidades turísticas e cenários moderados de expansão até 2030. Estimativas ilustrativas, sujeitas a variações macroeconômicas.

(*José Reis é jornalista e tem 62 anos. Brasiliense de nascimento, tornou-se iguaçuense por escolha. Chegou com a família a Foz do Iguaçu em 1975, quando a “Terra das Cataratas” — hoje com mais de 300 mil habitantes — contava com menos de 35 mil moradores e vivia o início das obras da Itaipu Binacional, em meados da década de 1970).

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