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IGU News Especial – CAPÍTULO 4 TURISMO VIRA PATRIMÔNIO? O ROI IMOBILIÁRIO DE FOZ ATÉ 2030

Como o crescimento do turismo pode transformar imóveis em patrimônio até 2030, redefinindo oportunidades para investidores, construtoras e para o futuro econômico de Foz.

Nos capítulos anteriores, mostramos como o crescimento do turismo, a ampliação de leitos e a comparação com Gramado revelam um novo ciclo econômico para Foz. Agora, avançamos da projeção macro para o impacto direto no patrimônio e no mercado imobiliário.

Esta série é importante porque traduz números em decisões. Ela conecta turismo, economia e planejamento urbano, oferecendo dados para investidores, cidadãos e gestores públicos refletirem sobre emprego, renda e o futuro estrutural da cidade até 2030.

Por José Reis – Jornalista*

 

Introdução

Se o turismo pode movimentar bilhões até 2030, quem captura essa valorização?

Este capítulo analisa o retorno sobre investimento (ROI – Return on Investment) no mercado imobiliário ligado ao crescimento turístico.

CENÁRIO – LOCAÇÃO ESTUDANTIL

A locação estudantil se destaca pela previsibilidade de receita e menor rotatividade. Com demanda recorrente de estudantes de medicina e seus familiares, o modelo oferece estabilidade mensal e reduz exposição à sazonalidade turística.

Embora o retorno seja mais gradual que no modelo híbrido, a locação estudantil tende a apresentar menor risco operacional. É uma estratégia conservadora, indicada para quem prioriza segurança patrimonial e fluxo de caixa constante no longo prazo.

Perfil predominante:

  • Estudantes de medicina no Paraguai

  • Ticket médio entre R$ 1,8 mil e R$ 3 mil

Projeção patrimonial:

  • Receita acumulada em 10 anos: ~R$ 288 mil

  • Patrimônio total estimado: ~R$ 744 mil

CENÁRIO – MODELO HÍBRIDO (AIRBNB + ESTUDANTIL)

O modelo híbrido combina locação de curta duração com períodos de contrato estudantil, reduzindo vacância e ampliando receita. Essa estratégia permite capturar a alta temporada turística sem abrir mão da previsibilidade de renda ao longo do ano.

Ao equilibrar flexibilidade e estabilidade, o modelo híbrido tende a maximizar o retorno acumulado em dez anos. Porém, exige gestão ativa, atenção regulatória e análise constante do mercado para sustentar desempenho consistente até 2030.

Premissa conservadora:

  • Receita média anual: ~R$ 70 mil

  • Valorização média: 5% a.a.

Resultado projetado:

  • Receita acumulada em 10 anos: ~R$ 700 mil

  • Patrimônio total estimado: ~R$ 1,15 milhão

COMPARAÇÃO FINAL – 10 ANOS

Em dez anos, a diferença entre os modelos torna-se clara. A locação estudantil oferece estabilidade e previsibilidade, enquanto o modelo híbrido amplia significativamente o potencial de geração de receita e valorização patrimonial no longo prazo.

A comparação final mostra que a estratégia adotada é determinante. Com fluxo turístico consistente e gestão eficiente, o modelo híbrido tende a capturar melhor o crescimento projetado até 2030, convertendo turismo em patrimônio estruturado.

Conclusão objetiva:

  • Modelo estudantil = estabilidade

  • Modelo híbrido = maior potencial de multiplicação

Conclusão Estratégica

A conclusão estratégica aponta que o Turismo, por si só, não garante patrimônio. O que transforma fluxo em riqueza é a combinação entre planejamento urbano, oferta adequada de imóveis e modelos de exploração bem definidos.

Até 2030, Foz tem potencial para converter crescimento turístico em valorização imobiliária consistente. Porém, essa transformação depende de gestão, regulação equilibrada e decisões estratégicas alinhadas ao perfil real da demanda.

Turismo vira patrimônio quando:

✔ Existe fluxo sustentável
✔ Há expansão estruturada
✔ O imóvel está bem localizado
✔ O modelo de exploração é estratégico

O crescimento projetado de Foz até 2030 pode transformar o setor imobiliário em um dos principais capturadores de riqueza da cidade.

(*José Reis é jornalista e tem 62 anos. Brasiliense de nascimento, tornou-se iguaçuense por escolha. Chegou com a família a Foz do Iguaçu em 1975, quando a “Terra das Cataratas” — hoje com mais de 300 mil habitantes — contava com menos de 35 mil moradores e vivia o início das obras da Itaipu Binacional, em meados da década de 1970).

 

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