Manchete 1

Exemplar: CÂMARA DA ARGENTINA APROVA REDUÇÃO DA IDADE MÍNIMA PARA PUNIÇÃO, DE 16 PARA 14 ANOS

Projeto, impulsionado pelo governo de Javier Milei, ainda precisa passar pelo Senado. Proposta define penas de até 15 anos para adolescentes e prisão em crimes graves.

Um dia após aprovar com folga o projeto de reforma trabalhista no Senado, o governo de Javier Milei resolveu testar novamente sua força no Legislativo, desta vez na Câmara, e aprovou um novo regime penal na Argentina que reduz a idade de responsabilidade penal de 16 para 14 anos.

O projeto aprovado nesta quinta-feira (12), com 149 votos favoráveis e 100 contrários, ainda precisa passar pelo aval dos senadores.

A discussão não é nova, mas ganhou força em meio a um debate sobre segurança e violência juvenil, influenciado pelo caso do adolescente Jeremías Monzón, que foi assassinado por outros menores em Santa Fé. O crime renovou a pressão para que o governo levasse a proposta a discussão.

No início do ano passado, Milei também cobrou a renúncia do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, após a morte de uma criança que foi arrastada após o carro de sua mãe ser roubado por dois menores.

A coligação oposicionista União pela Pátria (peronismo), foi majoritariamente contrária à reforma penal, ainda que parte do bloco Frente Renovador tenha apoiado a nova idade mínima para a imputabilidade. Parte do peronismo argumentou que a questão deve ser tratada em um contexto mais amplo de reforma do Código Penal.

O debate foi conduzido pela deputada Laura Rodríguez Machado (do A Liberdade Avança, partido de Milei), detalhando que a proposta define penas de até 15 anos para adolescentes e com aplicação de prisão apenas em crimes graves.

Sanções alternativas são propostas para diversos casos, incluindo tarefas comunitárias e proibições de contato com a vítima. A decisão assegura direitos processuais e considera a prisão como a última opção. Também aponta normas para a detenção de menores, como separação de adultos e acesso a programas de educação e saúde.

O novo regime começará seis meses após a regulamentação, permitindo ajustes no sistema prisional.

“Este projeto estabelece um princípio básico de qualquer sociedade organizada: quem comete um delito deve responder perante a Justiça, independentemente da sua idade”, diz comunicado oficial da Casa Rosada.

O deputado Álvaro Martínez, do bloco governista, criticou a inação do kirchnerismo em relação ao sistema penal atual, que ele disse estar em vigor desde a ditadura e não ter sido alterado devido à falta de coragem. Ele defendeu que a aprovação da nova lei seria um passo em direção a uma justiça mais efetiva.

Após a aprovação do regime penal juvenil, o governo governante irá concentrar esforços na ratificação do acordo de livre comércio com a União Europeia, que implica em reduções recíprocas de tarifas, especialmente para produtos do Mercosul e industriais da UE.

 

(Com Folhapress)
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