Manchete 4

MEDICINA NO PARAGUAI VIRA “ROTA ACADÊMICA” PARA BRASILEIROS E CONSOLIDA POLOS NA FRONTEIRA

Com milhares de estudantes do Brasil, universidades paraguaias ganham escala, atraem investimentos educacionais e redefinem o mapa da formação médica na América do Sul.

Nos últimos anos, cursar Medicina no Paraguai deixou de ser alternativa pontual e virou um fenômeno regional, especialmente na faixa de fronteira. Dados atribuídos ao CONES e ao Registro Único do Estudante (MEC/RUE-ES) indicam que o país tinha 45.872 matriculados em Medicina (jan/2025), sendo 35.273 brasileiros (76,9%) e 10.263 paraguaios, além de outras nacionalidades em números menores.

Onde estão os brasileiros: concentração na fronteira (e por cidade)

A maior concentração ocorre no Alto Paraná, onde fica Ciudad del Este e municípios vizinhos: o departamento reuniria 15.389 brasileiros entre os estudantes de Medicina.
Outro polo histórico é Pedro Juan Caballero (Departamento de Amambay), na fronteira com Ponta Porã (MS). Reportagens pré-pandemia apontavam 12 mil a 13 mil brasileiros estudando Medicina na cidade e arredores, número que dá dimensão do tamanho do fluxo na região.

Estimativa por grandes polos (ordem de grandeza):

– Alto Paraná (Ciudad del Este e entorno): ~15,4 mil (dado de referência).
– Amambay (Pedro Juan Caballero e entorno): ~12–13 mil (estimativas reportadas).
– Assunção e área metropolitana + outras cidades do interior: restante do total (diferença até ~35,3 mil), ou seja, algo perto de 7–8 mil, como aproximação.

Observação: o dado oficial público mais consolidado que aparece com clareza por território, nas fontes acima, é o total de brasileiros e a concentração em Alto Paraná; a distribuição “cidade a cidade” varia por metodologia e nem sempre aparece detalhada em documentos abertos.

Evolução nos últimos 5 anos: de “alternativa” a maioria nas salas

O salto no contingente de brasileiros aparece em recortes de imprensa e relatórios recentes: em 2023, já se falava em “ao menos 40 mil brasileiros” cursando Medicina no Paraguai.
Em 2024, veículos paraguaios apontaram que, de cerca de 43 mil estudantes, 40 mil seriam estrangeiros (maioria brasileira), com poucos paraguaios no total.
Em 2025, as estatísticas citadas do RUE-ES/MEC indicam 35.273 brasileiros entre 45.872 estudantes.

Por que o Paraguai atrai: custos, acesso e proximidade

O fator mais citado é o custo: mensalidades no Brasil podem chegar a R$ 12 mil em privadas, enquanto no Paraguai há valores significativamente menores (com variação por instituição e cidade).
Além disso, muitas instituições oferecem processos de ingresso mais simples, e a fronteira facilita a vida do estudante que quer manter laços com o Brasil.

Principais faculdades

A rede é ampla (o Consulado do Brasil em Ciudad del Este cita 43 faculdades de Medicina habilitadas pelo CONES em março/2025, com parte delas acreditadas pela ANEAES). Entre as mais conhecidas na fronteira e eixos urbanos aparecem nomes como UCP (Universidad Central del Paraguay), além de outras universidades privadas que operam em Alto Paraná e Amambay.

Destaque: UCP

A Universidad Central del Paraguay (UCP), que atua com oferta em Ciudad del Este (que faz fronteira com a brasileira Foz do Iguaçu) e Pedro Juan Caballero, integra o eixo acadêmico que vem atraindo milhares de estudantes brasileiros para o curso de Medicina no Paraguai. Com campus estruturado, laboratórios próprios e corpo docente especializado, a instituição reforça o papel da fronteira como polo educacional. As matrículas para 2026 estão abertas (saiba mais pelo site da UCP: https://central.edu.py).

Em Ciudad del Este, divulgações institucionais/associadas apontaram capacidade para mais de 1.200 alunos na sede (referência de infraestrutura instalada).  Na prática, Ciudad del Este é vista como estratégica por estar conectada ao ecossistema de serviços da tríplice fronteira, com logística fácil para quem vem do Oeste do Paraná e de outras regiões do Brasil.

Morar no Brasil e estudar no Paraguai: comparação prática (fronteira)

1) Morar em Foz (BR) e estudar em Ciudad del Este (PY)
Vantagens: manter endereço/rotina brasileira, acesso a serviços no Brasil e deslocamento diário relativamente curto. Desafios: tempo de travessia em horários de pico, custos de mobilidade e necessidade de planejamento documental.

2) Morar e estudar no Paraguai (Ciudad del Este ou Pedro Juan)
Vantagens: proximidade imediata do campus, maior integração com a rotina acadêmica e, muitas vezes, custo de vida competitivo na região. Desafios: adaptação cultural e burocrática, além de organização para estágios/fluxos futuros (especialmente para quem pretende atuar no Brasil).

Em resumo

O Paraguai se consolidou como um dos maiores polos regionais de formação médica para brasileiros, com concentração forte em Ciudad del Este/Alto Paraná e Pedro Juan Caballero/Amambay, e com universidades como a UCP operando em escala relevante nos dois extremos da fronteira.


Fontes principais (dados citados): CONES/MEC (RUE-ES) via reportagens e documento do CONES; Consulado do Brasil em Ciudad del Este; ABC Color; Gazeta do Povo; Exame.
(Da Redação do IGU News)
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